meta name="robots" content="noindex" /> Contraculturalmente: MÚSICA DE CULTO 24: THE POLYPHONIC SPREE



MÚSICA DE CULTO 24: THE POLYPHONIC SPREE

Mais do que uma banda, os The Polyphonic Spree são antes um cruzamento entre uma comunidade Hippie, um culto religioso e um grupo coral que ficou aprisionado dentro de um Peyote gigante nos anos 70, conseguindo sair para o mundo real apenas para ver nascer o novo Milénio.



Os Polyphonic Spree nasceram da mente de Tim DeLaughter, vocalista, ensaiador e única face visível e identificável do colectivo. DeLaughter havia feito parte dos Tripping Daisy até 1999, altura em que a banda implodiu com o falecimento do seu guitarrista. Em 2000, os membros sobreviventes dos Tripping Daisy foram convidados para abrir um concerto de Granddaddy. Em vez de reabrir feridas antigas, Tim DeLaughter e os seus comparsas dedicaram-se a criar uma nova banda que misturasse Rock Sinfónico com coros. À volta deste conceito juntaram-se 13 músicos, baptizados The Polyphonic Spree. Actualmente, o número de músicos ronda os 20-25, mudando constantemente face a disponibilidade das pessoas envolvidas.

A banda em si consiste num grupo coral com mais de uma dezena de elementos, complementado com guitarra, órgão, bateria, baixo, violino, trompete, theremin, harpa, teclados, trombone, ferrinhos, caixinha chinesa, reco-reco e todo e qualquer instrumento possível e imaginário. Com esta variedade de instrumentos, é de esperar que o seu som seja cheio e pormenorizado, pleno em harmonia, nunca deixando que o ouvinte se deixe levar por sentimentos mais negros, antes pegando-lhe pelos pulsos e soltando-os pelo ar. The Polyphonic Spree são uma celebração de alegria e bondade entre os homens, claramente radiosos numa época em que esses valores caíram em desuso. Lembram-se dos Up With People, nos programas do Júlio Isidro dos anos 80? The Polyphonic Spree faz lembrar a energia desse colectivo, mas com muito melhor gosto musical.

Além da banda sonora para Thumbsuckers (que teria sido composta por Elliott Smith, se o mesmo ainda fosse vivo), os Spree possuem 2 albuns de originais, com mais um na calha. Enquanto não é editado The Fragile Army (previsto para 19 de Junho), podem ir-se ambientando com os dois discos da banda, The Beggining Stages Of..., de 2002:



E Together We're Heavy, de 2004:



Ambos os discos são bastante coesos, ficando Together We're Heavy a ganhar por possuir uma produção mais cuidada e um som mais cheio. No entanto, em The Beggining Stages of... encontra-se aquela que é simplesmente a melhor música dos The Polyphonic Spree, o maior levantador de moral que tive de oportunidade de ouvir nos tempos mais recentes, uma pequena injecção de felicidade perigosamente extrema que na contracapa do cd se denomina como Section 9 (Light & Day/Reach for the Sun). A título de curiosidade, todas as músicas encontradas na discografia oficial dos Spree são baptizadas de Sections, como se cada secção formasse um todo, o que reforça ainda mais a ideia de coesão e continuidade. Por exemplo, o primeiro album termina com a Section 10 (A Long Day), enquanto o segundo arranca com a Section 11 (A Long Day Continues/We Sound Amazed).


Para os interessados em saber em que universo se move a música dos The Polyphonic Spree, o tempo investido em www.questfortherest.com é bem gasto. Este site consiste num jogo (estilo aventura gráfica) no qual Tim DeLaughter tem de encontrar a sua restante trupe. Este jogo (que se termina rapidamente, com muita pena minha) foi criado para promover Together We're Heavy, sendo que a banda sonora e o imaginário icónico está a cargo da banda.


Video: Light & Day


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junho 01, 2007
Blogger belinha relatou...

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