meta name="robots" content="noindex" /> Contraculturalmente



OUTROS CULTOS 6: ALQUIMIA

segunda-feira, novembro 28, 2005
Para as pessoas que compram regularmente o Blitz, conhecem certamente a banda desenhada Superfuzz. Nesta página semanal, existe um senhor chamado Paiva, proprietário de uma loja de discos pequena e acolhedora. O Paiva, um saudosista do vinil, é uma personagem simpática que impinge os seus discos preferidos aos seus clientes e afugenta os putos da moda com poderosas descargas de Dark Metal ou algo do género. Pois bem, tudo isto para dizer que conheço o Paiva pessoalmente. Só que o “Paiva” chama-se Carlos Matos e a “Superfuzz” na realidade possui o nome de Alquimia.



A Alquimia é uma pequena loja de discos e acessórios localizada no piso mais baixo do Centro Comercial D. Diniz, em Leiria. Especializada em sons Dark dos mais variados tamanhos e feitios, aqui encontra-se também um pouco de tudo o que é considerado alternativo, ou, se preferirem, “fora do Mainstream”, para além de roupas, pins, DVD, merchandising variado e fanzines de distribuição gratuita.

Quando residia em Leiria, visitava este espaço regularmente, não só para receber o meu exemplar grátis da Mondo Bizarre, mas também para trocar dois dedos de conversa com o proprietário sobre temas musicais do nosso agrado/desagrado. Era sempre um prazer ficar uma horinha a ouvir música nova na companhia de Carlos Matos, e foi neste espaço que me foi dado a conhecer alguns dos albuns que apresento aqui neste espaço, nomeadamente Estradasphere e a música de culto deste mês, Lovage. De referir também que este foi o único estabelecimento onde vi à venda From a Basement on a Hill, o album-póstumo de Elliott Smith.

Assim sendo, recomendo vivamente aos habitantes de Leiria e arredores a visita à Alquimia, bem como o programa de rádio de Carlos Matos (Unidade 304, na Central FM) e o Festival FADE IN, organizado pela “família Alquimia”... Um grande abraço a toda a gente que partilha comigo aquele espaço!

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OUTROS CULTOS 1: TASCA 7

quinta-feira, junho 16, 2005
Falando agora de outros tipos de cultos, gostaria de começar por falar um pouco de uma das melhores tascas de Leiria, que infelizmente vai caindo no esquecimento da população, a Tasca 7!



A Tasca 7, no meu tempo de estudante, era um antro onde Doutores e Semi-Doutores de capa e batina conviviam alegremente com trolhas e pedreiros com cimento seco agarrado às calças. Era um ambiente saudável e ameno, que descambava sempre em bebedeiras de caixão à cova!



Esta taberna, situada numa rua transversal entre a Praça Rodrigues Lobo e a Rua Direita, tem como nome original qualquer coisa como "O Retiro do Abade", mas é mais conhecida como Tasca 7 devido ao número que está na porta. A decoração está plena de motivos tauromáquicos, portanto, goste-se ou não de tourada, a conversa vai sempre parar a esse tema nas primeiras visitas ao estabelecimento.

Entrado na Tasca 7, depois de escolhida a mesa, lá vem o Sr. Carlos, sempre de fato e gravata como os taberneiros de antigamente, espetar uma garrafa de tinto na mesa. Depois é escolher o petisco. Aconselho a lentrisca, tiras de entremeada cortada aos pedaçinhos e regada com muito picante, como manda a lei. Fujam dos ossos cozidos. Não ligam muito bem com o vinho.



Gostaria de realçar que o Sr. Carlos não suporta fumadores compulsivos (eu era sempre moralmente obrigado a ir fumar para a porta), mas é uma joia de pessoa. Uma vez, depois de ter bebidos uns litros, esqueci-me do meu relógio na Tasca. Passado duas semanas, quando lá voltei, fui recebido com o meu relógio enfiado no gargalo de uma garrafa de tinto. Não são todos os taberneiros que fazem isto, digo eu que percebo de tascas!

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