meta name="robots" content="noindex" /> Contraculturalmente



BD DE CULTO 15: X-STATIX

terça-feira, agosto 22, 2006
Peter Milligan é um argumentista de filmes e banda desenhada conhecido pela sua longa colaboração com a DC e pelo surrealismo que imprime às suas obras. Mike Allred é um artista gráfico especializado em banda desenhada. Tendo trabalhado com a Slave Labor e a Darkhorse, o traço de Allred remete-nos para os livros de BD dos anos 50, tendo sido o responsável pela criação do muy amado Madman.

Em 2001, Allred e Milligan receberam uma proposta de trabalho da Marvel, que procurava reciclar os X-Men e seus sucedâneos. À dupla calhou os supostos futuros mutantes, a X-Force, que depois de destruída e reconstruída, passou a ser designada por X-Statix.




O conceito: Os X-Statix eram um grupo de mutantes mais preocupados com os seus direitos de imagem e merchandising do que em salvar o mundo. O grupo era financiado por um multi-milionário que posteriormente vendia os direitos televisivos das suas aventuras num misto de Big Brother com Idolos, pelo que o grupo dividia as suas actividades entre trabalho de mercenário e aparições em festas e eventos. Este comic, arrojado e inovador, trouxe bastantes amargos de boca aos fãs do trabalho habitual da Marvel. No grupo existiam várias personagens homosexuais, e a violência gráfica era algo nunca antes visto na auto-intitulada "Casa das Ideias". Decapitações, desmembramentos, muito sangue vermelhinho e um elenco em permanente rotação. Quando uma personagem começava a tornar-se demasiado popular, morria e era prontamente substituída por outra, o que impedia a identificação do leitor com a série.

Parodiando a cultura Pop e o próprio universo onde se inseriam, Allred e Milligan criaram um grupo de heróis com alguns dos poderes mais ridículos de sempre. Tínhamos Zeitgeist, com o poder de vomitar ácido, Gin Genie, que provocava tremores de terra depois de ingerir bebidas alcoólicas, Phat, um sósia gay de Eminem com o poder de engordar, El Guapo, um rapaz possuidor de um skate com consciência própria, Dead Girl, que tinha o poder de... Er... Estar morta... Entre tantos outros.

A dada altura, chegou-se mesmo a ponderar a inclusão da própria princesa do povo, nada mais nada menos que a Princesa Diana, equipada com a sua super-empatia! Foi nesta altura que a Marvel decidiu acabar com a brincadeira, censurando a ideia e substituindo a princesa por outra personagem mais ou menos semelhante. Allred e Milligan consideraram a intrusão ofensiva, e os X-Statix seriam cancelados após 26 números de subversão e desrespeito pelas regras da decência e da moral!



É por todas estas razões e também pela belíssima arte de Mike Allred que aconselho os X-Statix. Se gostam de um bom livro de super-heróis carregado de humor e malícia, procurem-no enquanto está fresco, pois este material tornar-se-á lendário, visto que a tendência da Marvel é a produção em série de livros iguais com títulos diferentes.

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BD DE CULTO 12: NEXTWAVE

segunda-feira, maio 15, 2006
Às vezes sabe bem ler Banda Desenhada simples, cheia de destruição, explosões e pancadaria. E quando a mesma é feita com qualidade, humor e enredos ultra-simplificados, melhor ainda. Hoje há aqui NextWave!



A trama: Temos uma equipa de Super Heróis intitulada NextWave, que trabalha para uma corporação chamada H.A.T.E. (Highest Anti-Terrorism Effort), corporação essa que procura desmantelar uma outra corporação de seu nome Beyond Corporation©. Cedo, a equipa descobre que afinal ambas as corporações são afiliadas e tornam-se rebeldes, procurando desactivar as Armas Invulgares de Destruição Massiva que ameaçam o mundo. E pronto, é tudo o que temos de saber, explicado em duas páginas. Depois disto, temos acção, acção, acção!

A equipa de NextWave é constituída por heróis da Marvel habitualmente pouco usados. A saber:

Monica Rambeu



Antigamente conhecida por Capitã Marvel. Tem a capacidade de voar e manipular energia.

Tabitha Smith



Quem lia BD nos anos 80/90 poderá lembrar-se dela nos Novos Mutantes e X-Force, onde era conhecida por Dinamite. Tem o poder mutante de rebentar com coisas.

Aaron Stack



Antigamente era o Homem-Máquina. Agora também é um homem-máquina, mas dá-se pelo nome próprio. O seu poder é ser homem-máquina.

Elsa Bloodstone



Tem como particularidade o facto de ser Britânica. E também é Super-Forte.

Para esta série foi também criado um herói completamente novo, de seu nome The Captain.



Um Capitão genérico na onda de todos os capitães da Marvel, tem os poderes que forem necessários para a história progredir. Anteriormente conhecido como Captain ☠☠☠☠, mudou o nome para The Captain depois de levar uma coça do Capitão América por ter um nome demasiado ofensivo.

Do outro lado da barricada temos o antigo patrão desta Task Force, Dirk Anger, um Nick Fury gasto e patético que não gosta de mulheres mas que também não é gay. A melhor personagem da série!




As histórias de NextWave são curtas e rápidas. A equipa junta-se em torno de um monstro bem ao estilo Power Rangers, rebenta com ele e segue viagem. Porém, a arte bem leve e o humor em torno das personagens transformam esta obra num must have para coleccionadores. Já saiu o número 5, e creio que esta série só irá durar até ao 12º volume, portanto ainda vão bem a tempo de a apanhar. Como diz a publicidade a esta série, "se gostam de qualquer coisa, vão adorar NextWave"!

Como curiosidade, esta é a única BD a ter a sua própria música de genérico. Confiram aqui.

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